8 de jun de 2016

Pensata

Quando o manual do proprietário faz as recomendações para trocas de óleo, fluídos e outros componentes, são estabelecidas quilometragens ou prazos. Mas com uma observação de que no automóvel utilizado sob “condições severas” deve-se reduzir à metade a quilometragem indicada. O que deixa o dono do carro perdido, pois não explica o que são essas tais “condições severas”. Podem ser duas situações.
A primeira, do carro que roda constantemente no trânsito urbano, no para e anda dos congestionamentos. Neste caso, o motor funciona horas com o carro parado. E o hodômetro não marca um quilometro sequer. Basta somar a quantidade de vezes em que ele ficou parado num sinal, num trânsito pesado. Nessas condições, a informação da quilometragem é falsa, pois o motor trabalhou muito mais do que o de um outro automóvel que tenha rodado sempre numa rodovia. Daí a sugestão para que se considere a metade do que indica o hodômetro e a troca seja feita mais cedo.

Uma segunda situação da severidade de condições é de o dono do carro sempre ligá-lo de manhã e rodar alguns poucos quilômetros até seu local de trabalho. Permanece imóvel, estacionado todo o dia e, à noite, roda o mesmo percurso de volta para casa. E passa a noite desligado.

O problema deste automóvel é diferente, pois o motor não chega a funcionar tempo suficiente para atingir sua temperatura ideal de operação. Trabalhando “frio”, além de vários de seus componentes sofrer um desgaste excessivo, o óleo do cárter não se aqueceu o suficiente para queimar os gases da combustão, que o contaminam e prejudicam sua eficiência. Também neste caso vale a recomendação da troca antecipada do óleo do motor. Se o manual fala em sua substituição aos 10 mil km, por exemplo, faça a troca aos 5 mil km.

Texto de Boris Feldman
Fonte http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/boris-feldman-1.335048/condi%C3%A7%C3%B5es-severas-1.389281

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