17 de mar de 2016

Pensata

Nossa gasolina é a pior do mundo?
Sua má qualidade no passado foi responsável por uma péssima imagem da gasolina no Brasil. Que permaneceu até os nossos dias. Ela ficava mesmo a dever em qualidade devido ao seu altíssimo teor de enxofre e baixa octanagem. Mas, nos últimos anos, ela ganhou em qualidade, reduziu o enxofre a níveis internacionais (50 ppm) e subiu muito a octanagem.
No passado, nosso combustível era tão ruim que algumas fábricas na Europa “tropicalizavam” o carro antes de exportá-lo para o nosso mercado. Era uma redução da taxa de compressão para evitar danos ao motor. Durante anos, gasolina com índice razoável de octanagem era chamada de “azul”, com uma dose maior de chumbo tetraetila.

Foi decidido então abandonar o chumbo (por ser muito nocivo) e aumentar a octanagem com o etanol. E reduzir o enxofre, tornando nossa gasolina uma das melhores do mundo. Exatamente ao contrário do que se imagina e se divulga. Ela tem apenas um senão: o excesso de mistura do etanol, hoje em absurdos 27,5%.

A gasolina Podium (só encontrada nos postos da Petrobrás), por exemplo, tem um teor de enxofre ainda mais baixo que as demais (30 ppm) e um elevadíssimo índice de octanagem, difícil de encontrar no mundo. Mas, até mesmo as nossas mais simples tem um índice de octanagem que não prejudica o desempenho mesmo de automóveis importados e de alta performance. É obvio que um Porsche ou uma Ferrari terão melhor desempenho se abastecidos com a Premium ou Podium. Mas não terão seus motores danificados se usarem a gasolina comum.

Atualmente, o único cuidado que o motorista deve tomar ao abastecer é aditivar a gasolina caso sua opção seja pela “comum”. O governo decidiu aditivar toda a gasolina comercializada no Brasil, o que deveria ter ocorrido (depois de adiado a primeira vez) em julho de 2016. Mas a ANP não conseguiu chegar a um consenso com todas as partes envolvidas e voltou a adiar a obrigatoriedade da aditivação para julho de 2017.

0 comentários:

Postar um comentário