23 de fev de 2016

Garagem

Fading’ é um perigo! Você sabe como evitar?
Você, que se julga um bom motorista, faz uso com frequência do freio-motor? Ou nem faz ideia do que vem a ser isso?
Freio-motor não é, como pensam alguns, um dispositivo especial de alguns automóveis. Na verdade, é o cuidado do motorista em engatar o câmbio numa marcha mais reduzida sempre que estiver numa descida mais íngreme. Se, por exemplo, para subir esta mesma ladeira fosse necessário a terceira marcha, engatá-la também no momento de ir morro abaixo...

Freio-motor é o uso inteligente do poder de redução da velocidade do próprio motor, poupando assim o sistema de freios do automóvel. Muito mais que simplesmente reduzir o desgaste dos componentes do freio, descer uma ladeira com o câmbio engatado numa marcha reduzida é também questão de segurança, pois no caso de uma pane no freio, o próprio motor “segura” o carro numa velocidade menor.

Numa longa, íngreme e sinuosa descida numa rodovia, é ainda mais importante engatar uma marcha reduzida, seja no câmbio manual, seja no automático. Para evitar o fenômeno do “fading”, que deixa o freio inoperante em função do super aquecimento de seus componentes. Quanto mais o motorista utilizar o próprio motor para reduzir a velocidade, menor a probabilidade do “fading”. Que surge quando o pedal do freio é acionado consecutivas vezes, impedindo o sistema de se refrigerar.

Aliás, quando este fenômeno ocorre, a solução é encostar o carro no acostamento por alguns minutos e esperar que os componentes (discos, pastilhas, lonas, tambores) se esfriem e voltem a atuar normalmente. Embora muito perigoso, o “fading” ocorre com frequência e assusta muitos motoristas. Alguns levam o carro à oficina preocupados com algum problema grave no freio. E alguns mecânicos se aproveitam para sugerir uma revisão e troca de componentes. Tudo desnecessário: depois que o sistema esfria, ele volta a operar normalmente.

Fonte: http://www.hojeemdia.com.br/m-blogs/boris-feldman-1.290493/fading-%C3%A9-um-perigo-voc%C3%AA-sabe-como-evitar-1.380761
Texto de Boris Feldman

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