21 de jul de 2015

Pensata

Na etiqueta do Inmetro, cada macaco no seu galho

O Inmetro está ampliando seu sistema de etiquetagem. Já existem, há muitos anos, geladeiras e outros eletrodomésticos com uma etiqueta indicando o consumo de energia elétrica. No setor automobilístico, ela começou com o sistema de etiquetagem veicular de consumo de combustível e já são centenas os modelos no Brasil com a etiqueta dependurada no pára-brisa indicando sua classificação de consumo. Foram estabelecidas diversas categorias de automóveis em função de seu tamanho.

Não dá, é claro, para comparar o consumo de um enorme Ford Fusion com um Fiat Palio. Cada macaco no seu galho. Então, o Inmetro dividiu todos os carros disponíveis no mercado brasileiro em segmentos. E classificados então de acordo com o consumo, com letras “A” até “E”. Um modelo classificado como “A” está entre os de menor consumo em seu segmento. O “E” é o mais beberrão.

Embora os resultados apresentados pelas fábricas sejam obtidos em testes simulados de laboratório, foi criada também uma tabela que corrige estes valores para os números reais obtidos pelo motorista no dia-a-dia.

Claro que o consumo está sujeito a dezenas de variáveis, como o peso do pé do motorista, a topografia da cidade, os cuidados com a manutenção do carro, a qualidade do combustível, etc.

Mas a etiqueta é importante como padrão referencial: quem estiver comprando um carro zero km e preocupado com o consumo, tem uma perfeita sinalização pelas etiquetas. Sabe-se, entre dois modelos, qual o de menor consumo.

O Inmetro está exigindo também a certificação de vários componentes do automóvel, principalmente dos que envolvem segurança ou eficiência. Os catalisadores, por exemplo, encarregados de reduzir a nocividade dos gases do escapamento, são muito caros e facilmente falsificáveis.

Por isso, já são obrigados a ostentar o selo de certificação do Inmetro. Componentes de segurança como as rodas de liga leve ou fluido de freio deverão também exibir sua certificação.

Uma nova etiqueta do Inmetro é a que classifica pneus: entre as dezenas de marcas e modelos disponíveis:

1 – Quais resistem mais ou menos ao rolamento, que resulta em maior ou menor consumo;

2 – Qual o fator de drenagem de água quando roda sobre piso molhado;

3 – Qual é o nível de ruído. Qual deles é mais barulhento, qual é mais silencioso.

A etiquetagem será obrigatória para todos os lançamentos a partir de abril de 2016. E, a partir de outubro, todos os pneus comercializados no país deverão ostentar a etiqueta.

Texto de Boris Feldman
http://www.hojeemdia.com.br/m-blogs/boris-feldman-1.290493/na-etiqueta-do-inmetro-cada-macaco-no-seu-galho-1.332258

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