12 de dez de 2014

Lendas de Belo Horizonte

A missão de superar carros fantásticos é considerada por muitos um grande desavio, chegando a ser quase impossível. No final da década de 1980 a Chrysler planejava criar um carro que superasse o mítico Ford Shelby Cobra, modelo que já não era mais fabricado, mas ainda era um dos únicos representantes dos superesportivos americanos. Com o conceito de um grande motor aliado a uma carroceria leve e muita potência nascia o Viper.
Tudo começou com um motor V10 derivado dos grandes caminhões da época, porém com muitos ajustes feitos pela Lamborghini (a Chrysler era a proprietária da marca durante esse período). O “novo” motor rendia 405 cavalos e 63 quilos de torque, números muito expressivos para os anos 90, porém seu peso de mais de 300 quilos era um grande problema para o equilíbrio do carro.

A solução para a redução do peso foi a utilização de uma carroceria composta de materiais leves e o descarte de qualquer peça que não fosse voltada para o melhor desempenho, como o ar condicionado e outros itens de conforto. Até mesmo o marcante detalhe das saídas de escapamentos laterais foi pensado levando em conta o peso final da máquina.

Seu antecessor espiritual, o Cobra, não possuía nenhum tipo de controle eletrônico, era a essência da interação entre homem e máquina. O Viper seguiu essa linha de pensamento e não adotou nem mesmo os freios ABS, o que tornou a sua condução um verdadeiro desafio e que quase sempre resultava em resultados desagradáveis, quando era levado ao seu limite

O primeiro Viper a sair da linha de montagem foi chamado de RT/10 e tinha uma carroceria roadster (idêntico ao modelo das fotos) e foi considerado um dos carros mais velozes de sua época, chegando à máxima de 264 km/h e 0 a 100km/h em 4,7 segundos. O bom desempenho do carro também era mérito do seu câmbio de 6 velocidades que não era muito utilizado em carros superesportivos americanos.

Como estamos falando de um carro projetado para a melhor performance possível, não podemos esperar muito conforto ao volante da víbora. A posição de pilotagem é agradável e é possível uma fácil visualização de todos os instrumentos de mediação do carro, lembrando-se dos bancos em formato de concha que seguram bem em manobras mais arriscadas.

Durante seu primeiro ano de fabricação havia apenas a cor vermelha disponível para a compra, mas nos anos seguintes novas cores foram disponibilizadas e até a mítica faixa que corta toda a carroceria. O desenho do Dodge mudou durante o tempo, mas os traços da 1º geração são nítidos nas versões mais atuais, fato que mostra o sucesso do seu design.

O Viper foi um grande sucesso de vendas e teve inúmeras edições especiais, infelizmente o modelo foi extinto em 2010 por não possuir o controle de tração, o que é obrigatório nos EUA, além de seu alto consumo. Felizmente o modelo ganhou uma nova geração equipada com toda a eletrônica exigida por lei e voltou a ser comercializado

Em Belo Horizonte temos apenas 3 modelos da víbora, dois RT/10 um deles é o protagonista deste post e o SRT-10, um representante do último ano de fabricação do carro.

0 comentários:

Postar um comentário