25 de mai de 2014

OS DEZ ERROS MAIS COMUNS AO DIRIGIR

"Ao longo da vida vai-se aprendendo de tudo e dirigir está logicamente incluído neste rol. O processo de aprendizado ao volante é continuo, só cessa no dia do adeus ao volante. As chamadas "horas de vôo" ajudam mas não é tudo, é necessário disposição para aprender e, principalmente, ter a humildade de assumir os próprios erros.
Errar é humano, diz o velho ditado, que se aplica à perfeição quando se está atrás do volante.. Por isso, enumerei os dez erros mais comuns ao dirigir segundo a minha experiência de 53 anos nesse mister, excluindo dessa contagem os primeiros anos ainda sem carteira de habilitação.

1. Não guardar distância adequada para o carro da frente
Erro básico, fácil de evitar, mas que muitos cometem, resultando desde leves toques no carro da frente a colisões sérias. Para que, pergunto, andar tão perto do carro da frente? Para ganhar alguns metros na vida? Bobagem. Quanto se evita de dissabores deixando bom espaço livre à frente. Muitos já ouviram falar da "Regra dos Dois Segundos", deixar espaço de tempo de 2 segundos independente da velocidade, com isso havendo uma espaçamento natural e auto-ajustável para o carro à nossa frente. É contar mentalmente "mil-e-um, mil-e-dois" após o outro carro passar por uma referência qualquer, como um poste ou um marco quilométrico, e ver quando o seu passa. Com piso molhado é bom deixar 3 segundos de espaço e acima de 120 km/h, 3 segundos no seco e 4, no molhado.

Andando  colado no carro da frente (foto oneshift.com)



2. Não ter controle do que se passa à retaguarda
Não saber o que está acontecendo atrás é um dos grandes erros ao dirigir. É preciso controlar o tráfego à retaguarda, uma atitude de segurança fundamental. Para isso temos hoje, em regra, excelentes espelhos retrovisores e está perto o dia da retrovisão ser obtida por câmeras. A Nissan acabou de apresentar um espelho interno que pode ser tela ou espelho, o motorista escolhe por meio de um interruptor, como nos espelhos dia/noite.

Controlar a retaguarda é fundamental (foto seriouswheels.com)

3. Deixar de se posicionar corretamente antes de dobrar
Simples e intuitivo — e obrigatório —, mas um erro freqüente. Ao dobrar à esquerda ou à direita o carro tem de estar na faixa mais próxima do lado para que se quer virar. Inúmeros acidentes acontecem pela inobservância dessa regra infantilmente simples, em especial envolvendo carros e veículos de duas rodas (bicicletas e motocicletas). Se perdeu o ponto de dobrar, faça o retorno adiante, não tente "dar um jeito de virar assim mesmo".

Manobra errada, deveria estar junto ao meio-fio (foto dreambigliveboldly.com)

4. Impaciência costuma dar problemas
A impaciência é um grande gerador de acidentes. Ela nos leva a desrespeitar regras básicas, como iniciar uma ultrapassagem sem condições adequadas para isso só porque não temos (ou estamos sem) paciência de aguardar o momento certo. Ou ao acessar uma via na frente da coluna de tráfego que vem vindo "na marra" e/ou sem julgar corretamente a velocidade dos outros carros.

Falta de paciência (foto jornal de hoje.com.br)

5. "Comprar" a faixa da esquerda
Esse erro é antigo e bastante comum. A última faixa da esquerda deve ser deixada para ultrapassagens, nunca para ser usada o tempo todo, como se fosse sua "propriedade". Nem que se esteja a 200 km/h. Ultrapassou, volte para faixa adjacente à direita. Agindo dessa forma, primeiro, o seu dirigir será bem mais relaxado, pois não haverá outro carro pedindo passagem toda hora e, segundo, você estará contribuindo para a ordem no trânsito. Fora, claro, teoricamente evitando um multa — teoricamente porque esta infração não é fiscalizada. O motorista deve entender que não é nenhuma desonra deixar a esquerda livre, mas sinal de inteligência.

(foto faixa esquerdalivre.com)

6. Não entender que é parte de um sistema
É simples, mas parece que muitos motoristas não entendem que fazem parte de um sistema de trânsito. Dessa forma vivem prejudicando o sistema e algumas vezes chegam a provocar acidente. Exemplo clássico é "fazer orçamento" numa faixa de trânsito após uma pequena colisão, quando poderia encostar o carro — o outro também — num lugar que não atrapalhasse ou o fizesse menos. Outra situação "fora do sistema" muito comum também é trafegar abaixo da velocidade dos demais carros, mesmo que isso não constitua infração. Caso típico de se topar com um carro a 100 km/h numa via cujo limite é 120 km/h. Há placas nas estradas onde se lê "Veículos lentos à direita", adaptação do que se lé muito nos EUA, "Slower traffic keep right".


O ideal é não prejudicar o fluxo (foto comiteobrasbr116.blogspot.com)

7. Desobedecer ou ignorar a sinalização horizontal
A sinalização horizontal, ou as pinturas no solo, constitui um auxílio inestimável para a organização do trânsito e, claro, para evitar acidentes. Se uma faixa de rolamento ostenta uma seta indicando que nela só se pode dobrar para aquele lado, há uma razão para isso. Se a faixa adjacente à direita não tem indicação específica de sentido ou de só seguir em frente, não se deve (e não se pode, há uma linha branca contínua separando as duas faixas) dobrar à esquerda. Outro caso é a zona com pintura zebrada indicando que ali não se pode trafegar por ser marca de canalização, o que além de perturbar o fluxo se desobedecido, constitui infração gravíssima peso 3, R$ 574,62 e 7 pontos na CNH.


Passar por cima do zebrado, nunca (foto dagmarnews.com.br)

8. Trafegar em velocidade incompatível com a segurança
Nem sempre a velocidade-limite indicada pela sinalização pode ser adotada. O ambiente pode determinar que se rode abaixo desse limite, por exemplo, presença de muitas pessoas na calçada, ruas estreitas com carros estacionados nos dois lados, cruzamentos de pouca visibilidade, enfim, situações em que há probabilidade maior de surgirem imprevistos. Há poucos dias estive em Mogi Guaçu e numa das avenidas principais da cidade o limite é 60 km/h, isso com duas faixas estreitas e muito movimento de pessoas: velocidade totalmente inadequada, deveria ser 50 km/h. Foi essa falta de noção de muitos motoristas (a maioria) quanto a velocidade que gerou a epidemia dos dejetos rodoviários chamados lombadas.

9. Contar com outro motorista
É comum contar com o que o outro motorista vai fazer, mas ele não faz e se entra em dificuldade. Por exemplo, o carro à frente sinaliza que vai dobrar a direita, você conta com o fato que ele vai sair do seu caminho mas por um motivo qualquer, como pedestres atravessando a rua transversal, ele interrompe a manobra. A batida é quase certa (já bati assim, embora de leve). Ou então você vem por uma rua, nota um carro embicado que está saindo da garagem e julga que seu motorista viu-o se aproximando — só que ele não viu ou julgou mal (item nº 4) a sua velocidade. Colisão quase certa.

10. Privar-se da total visibilidade
Deixei como último ponto algo que não é novidade aqui no Ae: privar-se da visibilidade plena ao mandar instalar películas escurecedoras nos vidros — as que chamo pejorativa e intencionalmente de "sacos de lixo" — por motivos que vão de (falsa) sensação de segurança pessoal a deixar o carro "lindão", passando, naturalmente, pelo modismo, o estarin. O sentido, de longe, mais importante de todos ao dirigir é a visão e não se deve, absolutamente, prejudicá-la. Pode-se dirigir sem audição, paladar, olfato e tato, mas nunca sem a visão. Mesmo que o vidro do pára-brisa seja deixado original, ter os "sacos" nos vidros laterais dianteiros é prejudicial, tanto por atrapalhar a consulta aos espelhos externos quanto — poucos se dão conta disso — pela pupila dos olhos não ter adaptação instantânea, essencial para a alternância de olhar para um vidro normal (pára-brisa) e para um vidro escurecido (laterais).

Nada justifica perder visibilidade, como colocar "sacos de lixo" nos vidros" (foto mastersom.net)

Com toda certeza há diversos ouros erros, que o leitor, com sua experiência, poderá comentar, o que certamente será de utilidade para os demais leitores.

BS"

Texto retirado do site http://autoentusiastas.blogspot.com.br/

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