8 de abr de 2011

Automobilismo, um esporte de altos riscos.

O automobilismo existe desde que o primeiro carro foi inventado, em meados do século 19, ainda com veículos que não ultrapassavam a marca dos 20 km/h. O ser humano tem a competividade como um instinto, sempre querendo mostrar que é melhor que seu adversário em qualquer tipo de competição.

A grande rivalidade entre os pioneiros dos automóveis serviu como uma catapulta tecnológica, fazendo com que em menos de 10 anos da invenção, os carros já ultrapassavam marcas nunca antes pensadas. Infelizmente a tecnologia ainda era precária e a preocupação com a segurança era mínima, fato que levou a morte de muitos motoristas e pedestres.

Em pleno século 21, após centenas de anos de evolução e aprimoramento dos veículos ainda podemos assistir a morte de milhares de pessoas em seus carros nas ruas de todo o mundo. Muitos pensam que em competições oficiais, como a Formula 1 e a Formula Indy, os carros são feitos de uma forma que não existe o risco de um piloto morrer, engano de muitos.

Apesar de utilizarem a melhor tecnologia possível, como a deformação do chassi, materiais com resistência extrema, cintos de segurança de 5 pontos, etc. Os carros ainda não conseguem superar as forças da física, responsável por grande parte das mortes em acidentes automotivos.

Um carro, mesmo de F1, não tem capacidade de parar imediatamente, são necessários muitos metros para a completa imobilidade do mesmo. Caso fosse possível tal proeza, o piloto acabaria morrendo, pois seus órgãos internos iriam explodir devido a enorme força G resultante da frenagem.
Infelizmente o automobilismo é um esporte de grandes riscos, onde a morte sempre é uma probabilidade constante. A morte de um piloto sempre é uma noticia lamentável e geralmente sem grandes culpados, afinal acidentes acontecem e são, em grande parte, imprevisíveis.

A mídia sempre procura um culpado para a morte, o mais comum é o traçado do circuito ser o responsabilizado. Antigamente era compreensível a acusação, mas atualmente os traçados já apresentam níveis de segurança nunca antes pensados, com raras exceções; como o circuito de Monte Carlo em Mônaco.

No ultimo final de semana mais um piloto acabou morrendo em um acidente no circuito de Interlagos. Gustavo Sondermann rodou na curva do Café, onde a velocidade ultrapassa os 200km/h, e acabou sendo atingido lateralmente por outro piloto, que também teve sérios ferimentos. O acidente foi uma cadeia de acontecimentos que acabou resultando no triste fato, culpados? No meu ponto de vista ninguém, pois a partir do momento que uma pessoa assume o volante de um carro de competição ela esta ciente dos riscos da profissão.

A grande discursão do momento é sobre a alteração do traçado do circuito, medida que não vai resolver muita coisa. Os circuitos são projetados para gerar grandes espetáculos, com pontos de ultrapassagem, grandes retas, curvas que entram para a história e segurança máxima para todos que participam do evento.

Circuitos sem pontos considerados perigosos não existem pelo simples fato de os mesmos não gerarem nenhum tipo de adrenalina e emoção, tornando a corrida um verdadeiro desfile entediante de carros iguais.

Mas os autódromos não foram feitos para levar os carros a seu máximo sem preocupação com velocidade, transito e possíveis obstáculos encontrados no transito das grandes metrópoles? Do jeito que as coisas estão caminhando é bem provável que os circuitos se tornem tão burocráticos e punitivos como as grandes avenidas.

Especialistas defendem a redução de potência dos carros, fato que já está ocorrendo em muitas categorias, como a Nascar; onde os carros recebem um lastro (peso) no interior da carroceira. Algumas categorias ainda utilizam um limite de velocidade em certos pontos das pistas, como a Formula Truck, e quando o limite é ultrapassado o piloto é punido.

O automobilismo sem acidentes fatais é possível somente através da substituição dos pilotos (humanos) por pilotos robóticos, o que tornaria a competição totalmente previsível e sem emoção.

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