15 de mar de 2011

A história da AMG

Antigamente todas as montadoras investiam grandes quantias de dinheiro em provas automobilísticas, um exemplo era a Mercedes Benz. Porém em meados da década de 1960 a marca alemã abandonou as pistas, mas funcionários da própria empresa resolveram manter a tradição por conta própria.
Hans Werner Aufrecht, que trabalhava na área de testes, e o engenheiro Erhard Melcher, foram os responsáveis por “manter” a máquinas da fabricante alemã nas pistas, mas sem a ajuda financeira da mesma. Os projetos eram executados nas horas vagas dos dois entusiastas em um galpão nas proximidades da fabrica da Mercedes Benz.

O primeiro projeto de sucesso da dupla foi à criação de um novo comando de válvula para o motor do 300SE, que elevou a potência de 218cv para 238cv. Após alguns testes a nova peça logo foi introduzida em um 300SE de competição e ganhou nada menos que 10 corridas do campeonato alemão.

A sigla AMG surgiu da junção dos nomes dos 2 fundadores, A de Aufrecht e o M de Melcher mais a letra inicial do circuito onde ocorreu a 1º vitória do 300SE preparado por eles, Grossaspach. Nascia assim a emblemática sigla AMG.

Depois do sucesso nas pistas e do reconhecimento mundial, a Mercedes Benz começou a ajudar financeiramente a AMG, e da nova parceria surgiu o primeiro modelo de rua chamado 300SEL AMG, uma versão apimentada do 300SE da época.

Porém a parceria não permitia a venda dos veículos da AMG em concessionarias da Mercedes, o que tornou a AMG uma espécie de preparadora “oficial” dos bólidos alemães (uma espécie de Brabus dos dias atuais). A preparadora vendia de rodas a novos motores, mas sempre focada nos carros da marca da estrela de 3 pontas.

Com a crescente procura, por donos de Mercedes, pela preparação oferecida pela AMG, a empresa logo expandiu suas instalações e modernizou seus equipamentos. Em 1983 lançou o carro que a colocaria definitivamente no circuito das grandes preparadoras mundiais, o 190 AMG. A versão preparada do 190 contava com 240 cavalos e chegava a 260 km/h, além de uma serie de mudanças na parte de suspensão e aerodinâmica. O sucesso do modelo foi tanto que foi fabricado até o inicio da década de 1990 e fechou a sua fabricação com chave de ouro com a versão 190E 2.5-16V Evolution II.

Também no início da década de 1990 a Mercedes Benz finalmente resolveu assinar um contrato com a AMG para a construção de veículos que seriam vendidos nas lojas da Mercedes por todo o mundo. O primeiro modelo da nova parceira foi o C36 AMG, versão preparada da Classe C que contava com um motor de 6 cilindros que produzia 280cv e chegava aos 100km/h em apenas 6,7 segundos, é já naqueles tempos o modelo saia com limitador de velocidade, ajustado para os 250km/h.

Em 2001 a Mercedes Benz comprou a AMG e expandiu para praticamente todos seus modelos em produção à opção AMG. Utilizando motores V8 de 6,2 litros (mas conhecido como 6,3) e V12 de 6,5 litros as versões apimentadas são um sucesso de vendas, alguns modelos são mais comuns na versão AMG do que na tradicional.

A receita ainda é a mesma do começo da empresa, a modificação nos motores e aprimoramento dos demais componentes com ênfase no ganho de desempenho aliado a um visual discreto, mas ao mesmo tempo intimidador.

A atual linha de montagem da AMG conta com mais de 700 funcionários, e é responsável pela produção de cerca de 10 modelos diferentes, todos da Mercedes Benz. O destaque da linha de montagem é a montagem do motor, que é feita apenas por um único engenheiro e que ao final da montagem deixa sua assinatura em uma placa localizada em cima do motor. Em caso de qualquer problema fica fácil saber de quem foi a culpa, mas problemas são raros para a AMG.

A gama de modelos começa com a Classe C, a versão C63 AMG. Com um motor V8 de mais de 450 cavalos de 6,2 litros o sedan chega aos 100 km/h em 4,5 segundos e a máxima limitada em 250 km/h. Destaque para o maravilhoso ronco emitido pelo escapamento duplo da máquina, marca registrada de todo AMG.

A Classe E também possui sua versão AMG, chamada de E63 AMG. Utiliza o mesmo motor do seu irmão “menor”, porém com uma maior potência, 525 cavalos contra os 450 do C63. Por ser um carro que visa mais o conforto do que a Classe C, o Classe E acabou ficando mais pesado, porém ele crava os mesmos 4,5 segundos no 0 a 100 km/h e também sofre com a limitação de 250 km/h de máxima.

A luxuosa Classe S não podia escapar da AMG, tanto que conta com 2 versões de motorização diferentes. Uma possui o já mencionado V8 de 6,2 litros e 525 cavalos, e a outra conta com um V12 Bi Turbo de 6.0 litros e 612 cavalos. Apesar do tamanho do carro e dos inúmeros acessórios instalados, o bólido consegue ser mais rápido do que seus “irmãos” menores, atingindo os 100 km/h em apenas 4,3 segundos e limitado à máxima de 250 km/h.

A Classe SL não poderia ficar de fora, afinal são os coupés mais charmosos da marca. Como na Classe S, a Classe SL conta com 2 opções de motores, o V8 de 450 cavalos e o V12 bi Turbo de 612 cavalos. A versão SL65 AMG, com o motor V12, crava 4,2 segundos no 0 a 100 km/h e sofre com o limitador de velocidade em 250 km/h.

O revolucionário modelo CLS, responsável pela criação de um novo segmento entre os carros também tem sua versão AMG. O CLS AMG possui o V8 de 6,2 litros, mas com 514 cavalos. Atinge a máxima de 250 km/h limitados e a marca dos 100 km/h em 4,5 segundos.

O maior coupé da família, o CL, possui 2 versões de motorização, assim como a Classe S. Existe a versão com o motor V8 6,2 litros e 525 cavalos e a versão V12 de 6,0 litros e 612 cavalos. Necessita de 4,5 segundos para atingir os 100 km/h e como todos os outros é limitado aos 250 km/h.

O menor carro da família AMG é o SLK55 AMG, devido ao seu tamanho não foi utilizado o V8 de 6,2 litros, mas sim um V8 de 5,5 litros. O “pequeno” motor gera 360 cavalos e leva o SLK aos 100 km/h em 5 segundos e a máxima de 250 km/h, limitados.

A AMG não deixou nem a linha de SUV de lado, lançou logo a versão ML63 AMG. A versão possui o mesmo motor V8 de 6,2 litros, mas que rende 517 cavalos e leva o utilitário a 100 km/h em 5,3 segundos e máxima de 250 km/h. infelizmente a Mercedes anunciou recentemente o fim da produção da versão ML63 AMG devido ao alto custo de produção.

Falando em utilitários esportivos, não podemos esquecer da Versão G55 AMG. Nem mesmo o jipe alemão escapou da preparação da AMG. Com um motor V8 de 5,5 litros e 507 cavalos o “jipão” leva 5,5 segundos para alcançar os 100 km/h e tem sua máxima limitada a 210 km/h.

O auge da AMG foi alcançado no último ano, a Mercedes Benz SLS AMG. Um carro produzido praticamente todo pela divisão esportiva e bancado pela Mercedes, o resultado não poderia ser outro. O carro possui um motor V8 de 6,2 litros com 580 cavalos (considerado o motor V8 mais potente do mundo). Em apenas 4 segundos já esta a 100 km/h e chega à máxima de 317 km/h. Um carro que possui um desenho muito belo e que já tem seu lugar garantido na historia automobilística.

Atualmente a AMG não produz apenas motores para os carros da Mercedes Benz, outros grandes esportivos também tem a sorte de poderem utilizar tais joias. Um exemplo é o Pagani Zonda, que utiliza um V12 feito pela AMG.

Mesmo tendo crescido tanto a preparadora alemã não abandonou as pistas de corrida, atualmente ela esta presente em quase todos os campeonatos que alguma versão da Mercedes Benz participe, e com a ajuda da própria Mercedes. Lembrando que a preparadora é a responsável pelos carros de segurança da Formula 1.

A AMG esta trocando seus motores atuais por motores mais eficientes e todos com a utilização do turbo, mas ainda é possível encontrar as versões com as motorizações aspiradas e com o ronco inconfundível.

Sem dúvida a AMG é um empresa respeitada mundialmente e que deve ser tomada com um exemplo para as demais preparadoras/fabricantes, pois atualmente as grandes preparadoras ligadas as grandes fabricantes estão perdendo terreno e acabam fechando as portas devido às novas tendências ecológicas.
 
 Em Belo Horizonte temos quase toda a gama de modelos da AMG, faltando apenas uma Classe S65 e um G55 AMG.

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