4 de jan de 2011

Audi Rennsport – RS para os íntimos.

Na década de 1990, BMW e Mercedes Benz já eram conhecidas por suas divisões esportivas; a BMW pela divisão M e a Mercedes pela AMG. A outra grande alemã, a Audi, ainda não tinha uma divisão dedicada ao desempenho dos carros de sua produção, mas ela não estava atrasada em relação às outras, pois sua principal meta era melhorar o já revolucionário Audi Quattro (o lendário cupê com tração nas 4 rodas).
Com as mudanças ocorridas nas regras do Rally, o modelo Quattro acabou tornando-se um carro de competição, deixando o carro muito arisco onde somente pilotos conseguiam domar a máquina. Como a Audi sempre foi reconhecida pela mescla do luxo, conforto e esportividade, logo foi necessário um novo veículo que substituisse o Quattro, porém que fosse um carro para pessoas normais.

Em 1994 foi apresentado o Audi RS2, um carro baseado no Audi 80 Avant , mas com toda a mecânica aprimorada por nada menos que a Porsche. A parceria entre as grandes alemães, Audi e Porsche, rendeu a perua mais rápida da época. Com um motor de 2,2 litros de 5 cilindros turbinado, o Audi contava com 315cv e 41,7 kgfm de torque, tudo aliado ao magnifico sistema de tração Quattro. A receita gerou números dignos de superesportivos, 0 a 100 km/h em 4,9 segundos e velocidade máxima acima dos 250 km/h.

Com o enorme sucesso do RS2, a Audi decidiu apostar suas fichas na transformação do A4 Avant (a perua do A4) em algo melhor do que o RS2. A partir um motor V6 de 2,7 litros biturbo, cerca de 375 cavalos foram extraídos, suficientes para levarem o carro da inercia aos 100 km/h em 5 segundos e máxima de 250 km/h (controlada eletronicamente). Números parecidos com a antecessora, a perua RS2, porém a RS4 contava com uma serie de melhorias mecânicas e eletrônicas, o que contribuíram para a Audi manter o titulo de fabricante da perua mais rápida do mundo. Diferente do RS2, o RS4 era um carro de fácil adaptação com estradas de más condições, além de ser muito comportado no dia a dia (graças aos implementos eletrônicos.)

Apenas em 2006 a Audi lançou o RS4 sedan, com o objetivo de encarar a BMW M3 e a Mercedes Benz AMG. O novo sedan contava com um motor V8 de 4,2 litros que gera cerca de 414 cavalos, levando o mesmo aos 100 quilômetros por hora em 4,8 segundos e atingindo a máxima de 250 km/h (limitada eletronicamente). Como todo modelo RS, o bólido contava com a tração Quattro, e agora tinha a versão conversível disponível.

Em 2002 a Audi, não satisfeita apenas com o sucesso da linha RS4, investiu em uma nova linha de esportivos, agora denominada RS6. Baseado no modelo S6 (versão já apimentada do A6), o RS6 foi visto como o irmão mais velho e bravo do RS4. Inicialmente com um motor V8 biturbo que despejava 444 cavalos, mais tarde substituído pelo lendário motor V10 da Lamborghini Gallardo, com a adição de 2 turbos e 580 cavalos gerados. O RS6, lançado inicialmente na versão Avant, mas logo depois foi lançada a versão sedan, tornou-se um símbolo de esportividade aliada ao conforto e excelente dirigibilidade.

Em 2010 a Audi revolucionou novamente, lançando o RS5, o primeiro cupê da família RS. Com um motor V8 com 444 cavalos, o bólido tem números dignos de um carro de competição, 0 a 100 km/h em apenas 4,6 segundos e atingindo a máxima de 250 km/h (limitada eletronicamente), lembrando que o carro pesa cerca de 1.750 quilos. Como em todo RS, o conforto não foi esquecido, até novos sistemas de acesso ao banco traseiro foram criados (devido ao carro ter somente 2 portas).

Não foram apenas os sedans e peruas que receberam o emblema RS, o cupê TT foi recentemente turbinado pelo pessoal da Quattro GmbH (empresa responsável pela preparação dos modelos RS). O TT passou a contar com um motor de 5 cilindros turbo, com 2,5 litros, responsável por gerar 335 cavalos e levá-lo à máxima dos 250 km/h, sempre limitados eletronicamente, e fazer de 0 a 100 km/h em 4,6 segundos. Muitos pilotos, que tiveram a oportunidade de pilotar todos os Audis RS, garantem que o TT RS é o melhor da família, devido ao seu baixo peso e excelente acerto de suspensão. Tornando-o praticamente um carro de corrida.

Recentemente a Audi anunciou a inclusão de mais um membro a família RS, o sortudo da vez será o S3, versão apimentada do A3, e que receberá o nome de RS3, tornando-se o Audi RS mais acessível entre todos. Sua mecânica será um motor de 5 cilindros, 2,5 litros turbo, fazendo alcançar a potência de 340 cavalos e 0 a 100 km/h em apenas 4,6 segundos. Desempenho bem próximo ao superesportivo R8, e carregando até 5 pessoas.

Quando falamos de Audi, o primeiro carro em que pensamos é quase sempre o R8, este por sua vez não carrega a sigla RS em sua lataria. Mas o fato de não carregar tal sigla não quer dizer que o bólido não conta com tudo do bom e do melhor oferecidos pelo pessoal da Audi e da Quattro GmbH. O R8 é um caso a parte, entre os demais Audis, foi feito exclusivamente pela Quattro GmbH e consequentemente tornou-se um grande superesportivo alemão. O R8 atualmente é fabricado com os motoresV8 de 4,2 L e um V10 de 5,2 litros, este último proveniente do Lamborghini Gallardo. Sendo que até mesmo uma versão V12 já chegou a ser cogitada para o mesmo. Atualmente no Brasil apenas a versão 10 cilindros (tanto Coupé quanto Spyder) é comercializada oficialmente pelas revendas.

Sem dúvidas um Audi, com o emblema RS em sua lataria, torna-se um carro ainda mais desejado. Caso você ainda não possua recursos financeiros suficientes para a compra de um RS, não fique triste, existe a versão S de praticamente todos os modelos. Essa versão é um meio termo entre o carro normal e sua versão RS, uma boa escolha para pilotos de primeira viagem ou para jovens sem muita experiência com máquinas de alto desempenho.

Nossa equipe já teve a felicidade de flagrar dezenas de modelos RS por nossas ruas, do primogênito RS2, passando pelos RS4, RS5 e RS6’s (em todas as versões) e fechando com o exuberante R8. Não temos informações sobre nenhum TT RS rodando por aqui ainda, mas isso logo deve mudar, e também esperamos ansiosos pela chegada de um RS3.

2 comentários:

  1. puta merda, Diogo, não nos envergonhe

    "Com um motor de 2,2 litros de 5 litros turbinado"
    essa foi de doer as vistas

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