22 de dez de 2010

Garagem – A roda


Um carro sem suas rodas seria apenas uma obra de arte imóvel, pois não teria condição nem de sair do lugar sem a utilização das mesmas. Em uma simples volta pelas ruas, é possível visualizar centenas de modelos, formatos e tamanhos de rodas diferentes. Tal fato ocorre devido a cada carro ter sua configuração diferente dos demais, o que acarreta em uma roda especifica para cada modelo.
A roda não é um simples item estético, ela é a responsável por transferir a força gerada pelo motor ao solo, dar estabilidade ao veiculo, transferir a força de frenagem dos freios para o solo, entre outras funções. Com tamanha importância, a roda não pode ser feita de qualquer maneira e nem de qualquer material.

Atualmente são utilizadas diferentes ligas metálicas na fabricação das rodas, desde o aço até o alumínio, o material utilizado dependerá da utilização do veículo. Grande parte dos veículos populares e de uso comercial (caminhões e vans) utilizam as rodas com uma maior porcentagem de aço, devido a sua maior durabilidade, resistência e menor custo.

Carros que utilizam compostos com maior porcentagem das chamadas “liga leves” (alumínio/silício), em grande maioria, são aqueles veículos particulares de luxo e/ou esportivos. Com um peso bem menor em relação às rodas de aço, as rodas de “metais leves” ainda oferecem uma estética muito melhor e não sofrem com o problema da ferrugem.

As fábricas não recomendam a mudança radical do tamanho da roda em seus veículos, pois todas as medidas foram exaustivamente estudadas para o melhor rendimento e segurança do carro. Porém muitas pessoas trocam seus aros, chegando até a modificarem o conjunto de suspensão, com a intenção de terem o maior aro possível em seu carro. Fato que pode levar a sérios problemas em todo o carro, de um simples erro de leitura da velocidade pelo velocímetro, até a perda total do veículo (devido a torções em excesso sofridas pelo chassi.)

O recomendado em casos de aumento dos aros originais é de que o novo aro não seja maior do que 2”, em relação ao aro original. Mas existem outros fatores que merecem a atenção, como o possível contato dos pneus com a lataria(rodas dianteiras em situações de curvas fechadas), a “perda” de potência(devido ao maior esforço necessário), o maior consumo do carro e a perda significativa de conforto para os ocupantes.

Já existem rodas totalmente feitas de carbono e outros materiais mais resistentes e duráveis, mas seus preços ainda não são acessíveis para a grande maioria. Com relação ainda a dinheiro, lembre-se que quanto maior o aro da sua máquina, mais caro será o pneu e sua manutenção em caso de furo/quebra.

Como foi dito no começo desta matéria, carros de alto desempenho tem a necessidade de rodas de diâmetro maior e materiais mais leves, pois eles andam no limite. Carros populares não tem a mínima necessidade de terem rodas com aros acima de 17”, pois não trabalham no limite e muito menos atingem altas velocidades, ou seja, quem utiliza grandes aros em carros comuns esta apenas tendo um maior custo para rodar com o mesmo e perdendo o pouco conforto existente.

Semana que vem falaremos mais sobre as rodas, mas sobre a parte mais técnica, envolvendo os números e regulagens em um carro.
 
 
 

0 comentários:

Postar um comentário