10 de nov de 2010

Garagem – Motor

Um carro sem um motor seria apenas uma obra de arte sobre rodas, um objeto sem movimento. O motor tem a função básica de gerar energia mecânica, através da combustão ou outro meio possível de conseguir energia, e transferir essa energia mecânica gerada para o sistema de transmissão.
Grande parte das pessoas olham para um motor é não tem a mínima ideia da mágica que ocorre em seu interior. Com centenas de peças moveis milhares de parafusos, quilômetros de fios e mangueiras, um motor pode realmente parecer um objeto recém-saído de um filme do Mad Max. Mas aos poucos você vai entendendo o motivo de tantos componentes e acaba criando uma grande admiração pelo bloco metálico chamado motor.

Três elementos básicos são necessários para que qualquer motor à combustão funcione: O chamado “triângulo CCC”, que significa o equilíbrio entre calor (que existe dentro da câmara de combustão), combustível (que precisa estar na dosagem e qualidade correta) e comburente (oxigênio, que também precisa estar presente na dosagem correta).

Um motor tradicional pode ser dividido em três partes; bloco, cabeçote e carter. O bloco é o centro do motor, onde tudo acontece, e onde estão localizados os cilindros (que são as câmaras de combustão) e o virabrequim (responsável pela sincronia dos elementos moveis).
 
 O cabeçote tem com função principal a regulagem das válvulas.
 
O carter é responsável pelo “armazenamento” do óleo e onde si localiza a bomba de óleo.

Atualmente o modelo de motor mais comum entre os veículos é o de combustão interna com o Ciclo Otto(utilizam gasolina e/ou álcool). Resumidamente o Ciclo Otto é composto de 4 estágios; admissão(onde o cilindro recebe oxigênio + combustível), compressão(onde o pistão comprime a mistura), explosão(onde a vela do carro cria uma centelha que explode a mistura) e a exaustão(onde os gases gerados são expelidos para o sistema de escape). Um ciclo Otto completo equivale a uma volta completa do virabrequim.

Existem inúmeras versões de motores, principalmente do ciclo Otto. Um motor pode ter de 1 até quantos cilindros forem necessários, isso dependera do uso do veiculo que ele equipara. No Brasil, os motores mais comuns são os de 4 cilindros em linha, devido ao fato de combinarem o conforto e economia para o veiculo, além do “baixo” custo de produção.
Um motor pode ter seus cilindros dispostos de inúmeras maneiras, as mais conhecidas são a em linha e em V. No motor “em linha” os cilindros, praticamente verticais, estão “enfileirados” em uma linha reta. Já nos propulsores em V, os cilindros estão divididos em 2 filas paralelas idênticas, ambas inclinadas em alguns graus(lembrado que um dos lados é “tombado” para esquerda e outro lado para a direita) formando assim o formato do V, onde o vértice do V é o virabrequim(responsável por transformar o movimento vertical dos pistões em movimento circular para o sistema de transmissão).

Um motor de automóvel com uma cilindrada de 2 litros (realmente 2 l/rotação) aspira e expira dois litros de gás por cada volta do virabrequim. Quando o virabrequim faz uma volta, todos os pistões fizeram uma ida e volta. Desse modo obtém-se os famosos números das plaquinhas atrás dos veículos, como as 2.0, 1.6 a broxante 1.0 dentre outras inúmeras.

O motor ainda pode ter diversas configurações de válvulas, das tradicionais 8 válvulas até mais de 60 válvulas, tudo dependerá da sua necessidade de uso e seu número de cilindros. Não teria lógica um motor de 4 cilindros com 40 válvulas!

Como o motor é uma parte cheia de derivações, não seria justo fazer apenas uma matéria abordando o assunto, semana que vem mais um pouco sobre o coração dos automóveis aqui no BH Exotics.
Um breve vídeo sobre o motor:

1 comentários:

  1. Boa matéria, de todas as "Garagem" oi a melhor até agora

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