6 de out de 2010

Garagem - Relação de marcha

A caixa de marcha de um automóvel é a grande responsável pela transferência da força do motor para as rodas. Para muitas pessoas, tal componente é uma caixa mágica, pois não fazem a mínima ideia do seu funcionamento. A caixa de marcha não passa de um conjunto de engrenagens (como aquelas das bicicletas com marchas, só que sem a corrente) interligadas entrei si.

A caixa de marcha tradicional possui um eixo de entrada (o que vem do motor), e um eixo de saída (o que vai para o diferencial). Dentro da caixa existe um terceiro eixo, responsável pela “ligação” entre o eixo de entrada é o de saída.
Todos os eixos contam com engrenagens acopladas, cada engrenagem com um número de dentes diferentes. A diferença do número de dentes que é responsável pela redução ou multiplicação da força gerada pelo motor. As relações ou reduções de marcha definem quantas voltas dá a engrenagem motora (a que vem do motor) para cada volta da engrenagem movida(a que vai para o diferencial).
A função dessa diferença é aumentar a velocidade da engrenagem movida, reduzindo a força, ou reduzir sua velocidade, aumentando a força, de acordo com a marcha que você seleciona no câmbio. Vamos exemplificar com uma marcha em que a engrenagem motora tem 15 dentes e a movida 30 dentes: há aqui uma relação, ou redução, de 2:1. A cada duas voltas da engrenagem motora corresponde uma única volta da engrenagem movida.
Disso se conclui que, quanto mais alta a relação de marcha (mais curta ou reduzida), mais rotações o motor terá de dar para uma mesma volta da roda do veículo. Se a relação for mais longa, ou numericamente menor, o motor vai girar menos para um mesmo número de voltas da roda.

Lembrando que a relação de marcha também leva em conta o diferencial, deixando um pouco mais complicado o seu calculo. Cada carro possui um diferencial com um número de dentes diferentes, mas o princípio do cálculo é o mesmo da caixa de marcha. A cada volta do eixo de saída observam-se quantos dentes rodaram no diferencial. 

Resumindo, a marcha reduzida é aquela em que a motora (a que vem do motor) gira mais vezes que a engrenagem movida(a que vai para as rodas). Um exemplo é a 1º marcha dos carros, onde o motor “gira” muito mais que as rodas. Numericamente uma marcha reduzida é expressa como; exemplo: 2:1 (2 voltas da motora resultando em 1 da movida).
Cadilac Funerária, devido ao grande peso são necessárias marchas mais reduzidas
A marcha direta é aquela em que a engrenagem motora gira o mesmo tanto que a engrenagem movida. Um exemplo é geralmente a 4º marcha dos carros. Numericamente uma marcha direta é expressa 1:1 (uma volta da motora para uma volta da movida)
Mustang GT CS, um esportivo também possui marchas diretas
A marcha multiplicadora é aquela em que a engrenagem motora roda mais do que a movida. Seria a 5º marcha dos carros. Numericamente é expressa como; exemplo 0,5:1 (0,5 voltas da motora resultam em 1 volta da movida)
Ferrari e Lamborghini, esportivos que possuem até 7ª marcha! (voltada para velocidade final!)
Mas para que os três tipos de relação em um mesmo carro? As marchas reduzidas são necessárias para fazer o veículo começar a andar, pois é necessário uma força maior, gerando um consumo maior. As marchas diretas são para manter o carro em uma velocidade media, onde não é necessária muita força. As marchas multiplicadoras (conhecidas também como overdriver) são responsáveis pelas velocidades mais altas, onde a força não é muito necessária, e sim uma grande rotação das engrenagens movidas, o que gera um consumo menor de combustível.
Uma caixa de marcha pode ser mais pesada que uma criança!
Um bom meio de perceber tal “mágica” é acompanhar a desmontagem de uma caixa de marcha, e se possível monta-la logo em seguida. Não é uma tarefa muito fácil, lembra um belo quebra cabaça banhado a óleo e pontas cortantes. Mas sem a caixa de marcha certamente os veículos seriam muito sem graça, não passariam dos 40km/h com segurança.
Lamborghini Spada, carro pesado mas com boa velocidade final.

4 comentários:

  1. parabens pela matéria ficou boa mas, observando as fotos, percebi que voces estao usando muito o photoshop (ou qualquer que seja o programa) para corrigir a foto, por exemplo:

    -na foto do cadillac funeraria, a pintura esta perceptivelmente alterada assim como os reflexos nos vidros

    -na foto da 599 a roda dianteira e os farois esão visivelmente corrigidos, e o mesmo acontece na gallardo.

    parabens pelo blog, foolog e vídeos que estão muito bons, mas, tentem retratar ao máximo a realidade dos carros como faziam antes ao inves de "corrigilos" no computador

    ResponderExcluir
  2. Agradecemos os elogios
    sobre as criticas, que sao sempre bem vindas, a pintura do cailac era fosca, mas ocorreu uma manipulaçao da foto sim. tentaremos utilizar menos os programas de ediçao.
    continue nos acompanhando!

    ResponderExcluir
  3. Como autor das fotos venho com a explicação. Nenhuma dessas fotos foram manipuladas no Photoshop, o máximo que fiz foi redimensionamento de imagem, apagar as placas e colocação das assinaturas. O que pode estar passando essa impressão é que tiro as fotos com um Filtro Polarizador (CPL) na minha câmera, que tem como benefício a retirada dos reflexos. Como o Diogo disse a Cadillac tem pintura fosca e os reflexos no vidro foram retirados pelo filtro, o mesmo ocorre nas fotos da 599 e Gallardo, que o filtro amenizou a quantidade de reflexo que tinha no carro naquela hora. Agradeço a compreensão e espero que continue gostando das matérias, vídeos e das fotos.

    PS: Como sempre, ótima matéria Diogo.

    ResponderExcluir
  4. Não costumo "parar" pra postar em artigos... mas sinceramente... este merece o reconhecimento!

    já estava adquirindo um bom entedimento do funcionamento da caixa de marchas, porém com este artigo, que por sinal está muito bem feito, passei a entender bem melhor o assunto.

    Meus Parabéns! e vou colocar o blog nos meu favoritos!

    =D

    ResponderExcluir