20 de out de 2010

Garagem: Câmbio sequencial e dupla embreagem

Já parou para pensar em como seria bom juntar a diversão do câmbio manual, com a praticidade do automático? Isso já existe, parcialmente, o câmbio sequencial é uma caixa manual (onde o motorista faz as mudanças quando bem entender), só que sem o pedal de embreagem!
Alavanca de troca de um Porsche de Competição
As engrenagens da caixa de marcha são montadas como em um câmbio manual, porém as hastes de engate das luvas (responsáveis pelo tradicional desenho em “H” das marchas) é montada de maneira diferente. Normalmente, nas caixas sequenciais, basta empurrar a alavanca de marcha para cima, “subindo” a marcha, ou empurra-la para baixo, “reduzindo” a marcha.
Quem não se lembra do Vin Diesel (Torreto, no filme) fazendo as trocas apenas com um empurrão na alavanca!
 O câmbio sequencial teve sua origem em motos e carros de competição, devido ao seu alto custo na época, demorou um pouco para chegar ao mercado comum. Com sua grande velocidade nas trocas de marcha, além da praticidade, logo foi sendo introduzido nos carros de rua. Mas ainda faltava algo para torná-lo um sucesso, que acabou sendo o sistema de dupla embreagem. Com a implantação do sistema de dupla embreagem, aliado ao câmbio sequencial, as trocas de marchas ficaram espantosamente velozes!
Sistama de dupla embreagem em corte
Uma caixa de câmbio de dupla embreagem (DCT, sua sigla em inglês) usa duas embreagens, mas não tem pedal. Eletrônicos e hidráulicos sofisticados controlam as embreagens, como em um câmbio automático comum. Em uma DCT, entretanto, as embreagens operam independentemente. Uma embreagem controla as marchas ímpares (primeira, terceira, quinta e ré), enquanto a outra controla as marchas pares (segunda, quarta e sexta). Usando este arranjo, as marchas podem ser mudadas sem interromper o fluxo de potência do motor para o câmbio.

Com o melhor do mundo da mecânica e da eletrônica, o câmbio de dupla embreagem conquistou o seu posto de preferido entre 9 de 10 proprietários de carros de alto desempenho. Além de sua brutal velocidade na troca de marchas, tema opção das glamorosas trocas feitas nas borboletas (ou aletas) instaladas no volante das máquinas que possuem tal acessório, claro!
Lembrando que o câmbio de dupla embreagem ainda tem a opção de ser um “automático”, mas como não possui o conversor de torque em seu sistema, e sim duas embreagens, recebe a classificação de câmbio sequencial. Um outro fato positivo é a economia de combustível em relação a caixa totalmente manual e a caixa automática. O único porém é o custo da sua manutenção, por se tratar de uma tecnologia recente.

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